Porto de Abrigo.

Foi um segundo.

Não foi necessário mais do que isso para olhar para aquelas letras.

Não posso deixar de agradecer, Obrigado.

Sentei-me onde me sento sempre, olhei para o telemóvel três vezes seguidas, a primeira por curiosidade, a segunda para confirmar e a terceira para desesperar. Coloquei o telemóvel de lado.

A areia estava suave,mas fria, a água que te toca nos pés e que te arrepia momentaneamente, fazendo-te esquecer por segundos o porquê de ali estares, o som revoltado das ondas, a música calma e triste da espuma a desaparecer lentamente, o som dos búzios…

É na praia ,junto ao mar que melhor se olha para trás, se chora o presente e se desenha o futuro.

É no porto de abrigo que os barcos partem para desaparecerem em mar alto…

É no porto de abrigo que os barcos atracam aparecendo vindos do meio do nada…

É uma metáfora.

Quem te dá?

Quem te o tira?

E porque é que o tira?

E porque é que o dá se depois o tira?

É um porto de abrigo, mas no qual tu não és parte integrante.

És mero espectador.

É uma metáfora.

São in-lógicas,in-compreensíveis. Não aceito as coisas com grande simplicidade, aliás nem gosto da palavra, mesmo que em determinados momentos seja aprazível de se usar e acima de tudo essencial aos ouvidos.

As minhas próprias ilusões são complexas. Acreditei nelas, acreditei em ser capaz, acreditei no que conquistei…

E o quão bom é.

Há sempre algo, há sempre “alguén’s”, cujas palavras te soam como eco’s presencias do teu dia-a-dia, mas alguém que é sempre um bocadinho mais,com a diferença e o devido peso.

Um dia, “alguén’s” me disse com muita convicção, ao ouvido: “O verdadeiro Conquistador não foi aquele que conquistou muitas mulheres na sua vida, mas sim aquele que conseguiu conquistar a mesma mulher várias vezes.” – confirmei-o já.

É fácil usar A palavra, é fácil usar as palavras, (por vezes).

É algo que te engrandece, que te enche de orgulho e te dá valor, é uma forma de saberes que que és capaz de ser melhor, de ser cativante, de seres tu próprio, afinal és assim, porque sabes que tens capacidade de fazer alguma coisa melhor do que aquelas que já fizes-te no passado.

Se não fosse assim não existia o verbo ERRAR e o verbo APRENDER.

Mudança.

Inversamente proporcional é o momento que dói.

A perda.

E a obrigação de perda? Dói ainda mais.

Não poderás ser egoísta e achar que só porque foste tu a chegar lá, não poderá existir alguém que consiga o mesmo do que tu. Pode não ser justo, pode não ser o que desejas, mas é aquilo que tens de aceitar, é com isso que tens de caminhar no teu “um dia de cada vez”.

Não poderás ser egoísta e achar que “alguén’s” não tem direito também a ser feliz, e que a escolha é dele. Tens o dever de reconhecer ou de os reconhecer.

Mas dói.

Não vai parar tão cedo de doer. Estavas era cego que nem vias.

Não te foi permitido dizer “CHEGA”, estavas demasiado empenhado em ser sincero, em fazer alguma coisa para que o mundo girasse ao contrário, em pensar numa forma de mudar os ventos. Nem te apercebes-te que os teus olhos já não eram capazes de ver e de falar por si.

Assume.

E porquê partir e não ficar?

Porque é necessário fazer escolhas, porque é [necessário] deixar alguém para trás.

Escolhas.

Faz-te bem, eu aceito.

Faz-te viver, eu respeito. ( o entendimento meu da palavra viver engloba uma intensidade enorme, não é estático, é particularmente abrangente e só pode ser aplicado por mim, desta mesma forma)

Faz-te sofrer, tu saberás.

Faz-te sorrir, eu sei.

Eu: O que te acompanha? ( I like you)


Eu: Incondicionalmente estarei aqui.

Eu: O que te ajuda e apoia?

Tu: A esperança.

Eu: O que te abraça?

Eu: As decisões que só tu és capaz de tomar.

Quase todos nós sabemos o sabor amargo que é perder, mas poucos sabem o que é viver com demasiadas perdas, esses são os poucos que podem usar terminologias infantis para classificar situações.

São coisas […]. Já não me chegam as duas mãos para as contabilizar.

Mas quando é que regressas?

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