Com’ Passo de espera!

Mal me apercebo de onde vêem as bicadas, mas elas espetam, e fazem doer!
Até já para sair de casa é necessário cuidado, não te vás deparar com um beijo não autorizado!

Quando desliguei o motor do carro não contava com tamanho atraso, muito menos com tamanho atraso de vida, mais que tanto, o que tão bem nos caracteriza é mesmo isso. Estamos melhor a atrasar-nos, a atrasar a vida dos outros do que a prospera-la. Bastou uma pequena mudança de ar, para surgir uma enorme mudança de disposição.

É possível a ressurreição dentro de um corpo quase morto e entregue a quem não o quis receber, é, mas eu aposto mais na probabilidade de uma nova religião. Racionalmente ainda acredito naquilo que vejo, ao invés de muitos, que acreditam apenas naquilo que não vêem. Daí e com o compasso à minha espera, saltou-me ao olhar uma prova de gratidão, mesmo que seja feita de forma contrária ao que é grato. A violência versus ‘a forma básica humana de uma demonstração afectiva’.

As luzes aproximavam-se cada vez mais, sinalizavam a rota que devia ser descrita. Ao primeiro impacto, um salto e uma arma apontada a mim, ao resto nada de surpreendente. O ar, demasiado rarefeito, demasiado poluído custava a ser inalado, mas o que se havia tornado mesmo sufocante era o calor. Um calor avassalador, bem mais do que apenas algo humano.  Era o calor de um gesto, e a forma como as vezes se sorri pode transformar a forma como se olha e isso faz-te sentir que valeu a pena sorrir.

Aqui o mundo gira ao contrário, aqui não se olha para a esquerda antes de seguir em frente, aqui não há falta de sorrisos, de pudor. Aqui o chão está limpo de podridão, de ‘lixo’, aqui caminhes da maneira que caminhares, vistas o que vestires e beijes quem beijares não és alvo de um olhar desproporcional.

Aqui não permitem que bebas na rua, não permitem que perturbes quem não quer ser perturbado. Aqui aceitam que sejas da forma que és. A miscelânea fermenta, vive em comunhão, não critica quem não merece ser criticado, mas aqui é diferente, é apenas o principio do teu futuro. E aprender com o passado não é o que todos tanto ambicionamos fazer? Então vamos, com toda a força.

Comprei uma revista para me fazer companhia durante parte da viagem, esgotei as suas letras rapidamente, tal não era a ansiedade, mas houve um artigo que me captou a atenção. ‘Somos todos frutos do mesmo mundo, mas mesmo assim somos capazes de matar.’ Há quem mate pessoas, há quem mate outras coisas. Já me deixei de interpretações ficticías, agora opto pelas pragmáticas.

Mas deixo o Quote, “Ao justificar um determinado comportamento temos de tentar descobrir a racionalidade dele e acompanhar isso com uma boa dose de paixão. A situação torna-se mais complicada quando o comportamento é desprovido de racionalidade e de paixão. Aqui não entra a minha capacidade de esmiuçar uma atitude, um gesto ou uma palavra.” A hora de mudar era já tanto desejada, é de a aproveitar e não desperdiçar.

Se podia ficar podia, mas ainda tenho algo para resolver.

Despi-me de ti!

A raiva e a agonía, não são apenas metáforas de sentimentos que na verdade se escondem.

São o pavoneio de um longo caminho já percorrido.

Agora tens exactamente aquilo que quises-te.

Hoje fazes exactamente aquilo que desejas.

Tiras-te-me da tua vida, afastas-te-me das tuas coisas e mesmo que isso não bastasse, ensinas-te-me a repugnar o teu nome. Escreves-te-me cartas onde as letras vinham trocadas por coisa nenhuma. Mandas-te-me flores,como se eu gostasse de flores, (vinham murchas de tão pouca vontade que tinham em desbotar). Publicas-te aquele vídeo com o meu nome e dedicação, mas no qual eu nem aparecia.

Fizes-te tudo ao contrário daquilo que eu um dia tinha desejado.

Embrulhas-te o que sentia e colocas-te no cesto do lixo, como se de um rascunho se trata-se. Conseguis-te mesmo sem palavras, silenciar a minha voz. Ofereces-te-me o teu silêncio, enquanto eu te oferecia palavras bonitas.

Depois,

Depois pedis-te-me que te retribui-se com algo.

Eu, inocente e crente em ‘tudo vai ser diferente hoje’, esqueci-me de te lembrar que para receber é preciso dar.

Dediquei-me aos meus textos. Primeiro escondi-os de todos, depois escondi-os de todos mas mostrei-os a ti e hoje escondo-os de ti e mostro-os a todos.

Não há coisa melhor do que falar comigo próprio mesmo que todos me oiçam. Não importa, são estórias por onde qualquer um passa, mas que por falta de apetite, essência ou capacidade não as escreve, simplesmente.

Eu alertei-me, mas o alerta não chegou ao meu cerne, ficou-se pela periferia do meu ser. Também me alertaram, mas se eu próprio não conseguia, quem mais o podia fazer.

No entanto, eu escrevi-o naquela data. Linhas tortas que acabaram por ser direitas.

Eu trocava um olhar contigo enquanto tu trocavas uma mensagem com ele. Tu dava-lhes um beijo, enquanto me davas um aceno de mão, como quem diz, “Não vás, fica perto de mim.”

O romance estalou. A tua mente vidrou-se no mais importante para ti naqueles dias, e nada mais tinha valor.

O meu verão foi terrível, o meu inverno solitário.

Passou,

Passou porque o inverno está no fim.

A neve começa agora a derreter, as andorinhas começaram à dias o seu fluxo migratório. A proximidade dos dias quentes, das noites longas e da casa da praia já se sente na palma das mãos. Pouco falta, apenas o tempo necessário para que tudo chegue. As diferenças são tantas que foi necessário existir a madrugada para fazer elo de ligação entre a noite e o dia. O baú está fechado, a mochila apronta-se aos poucos.

Sente-se o cheiro a brisa, às camisas abertas, aos (apenas) vestidos, peças cómodas e sensuais, sente-se…

Cheira a calor…

Cheira a ti…

… meu querido mês de Agosto!

Tu e o Plano B!

Faz-me espécie a minha espécie!

Pior, elas sabem que é nos detalhes que se nota a diferença, e o detalhe que define os grandes homens está muito para além de somente saber cuidar do corpo e da mente, está no aprender a sofrer durante seis meses para depois ser feliz seis anos. (Blasfémia!) Vejo tanta revolta a minha volta que até eu, e sem querer, acabo por entrar nela. Mas a minha revolta não é contra os outros, nem contra aquele nem contra aqueles, é apenas contra mim próprio. E será isto que amanhã vai fazer de mim melhor ou pior, mais ou menos, alguém ou ‘um outro’!

Aqui a dias recebi um convite para participar numa das muitas greves gerais que se planeiam, apenas declinei e respondi, “Estou a trabalhar.”, chamaram-me de otário. A minha luta nunca passará por faltar as minhas obrigações, prejudicando-me, bem pelo contrário se luto é para que algo melhore. By the Way, faço das minhas palavras APENAS uma forma de expressão, um meio de pensar ‘alto’! Há quem faça bem pior e não seja criticado, mas mais do que uma relação, é um prazer, um juízo próprio, uma liberdade e uma paixão. Sim é o meu segundo ópio.

Foi um grande tombo!

A revolta deu frutos e hoje sigo as pisadas de um caminho que embora não tenha sido traçado por vontade própria neste momento seja a minha escolha. E o que são as nossas escolhas perante dias e dias de mediocridade? Tudo! É este o país que vai continuar a formar pessoas sem depois ter algo para lhes oferecer, convém dizer, a uma parte, a parte que faz igual, que é incapaz de fazer diferente. A outra nunca é lembrada, sabemos que não precisa, sabemos que não são de revenge’s!

Hoje, mais do que ontem, convém estar preparado para qualquer guerra! Já vi muita gente a ganhar as batalhas e a perceber que isso só por si não chegou! Mas também já vi muitos que somaram mais derrotas do que vitórias e acabaram por sair heróis. Façam assim, reservem lugar no guarda vestidos para um plano, um plano secundário, mas que seja pelo menos tão bom como o plano principal! Aprendi que independentemente de que matéria seja, o mais benéfico é aprender por manuais diferentes. Errar e sair enganado duas vezes não faz mal, é apenas uma aprendizagem segura. Na primeira foi a novidade, na segunda foi a confirmação, mais já se chama de irremediável estupidez. Não permitas isso.

E tu? Onde entras?

Que ousadia que é usar as palavras do coração para dar a volta a uma questão onde se está por baixo e se sabe que é impossível ficar por cima. Status Quo: Finito! E o que se seguirá? Rigorosamente nada.

Acho Braga uma cidade bonita! Mas confesso que estou apaixonado por Guimarães, se algum dia puder, não vou hesitar em fazer da cidade berço meu local de trabalho. É bonita, é romântica, é um antro futuro do homem moderno. Aconselho a todos, quem não conhece que arranje forma de conhecer, vale mais que a pena. E claro se forem com a companhia que embora não acreditem, é a companhia certa, melhor se torna!

Mas não se esqueçam, Portugal nasceu ali, mas nascem torto desde logo, onde um filho lutou contra a mãe para conseguir o que hoje, parece, que temos!

 

Na verdade sou apenas um idiota, de ideias claro!

 

 

A certeza das incertezas!

Li isto aqui a dias…

‘Ao sentido que as coisas têm temos de retirar aquelas que ao terem um determinado sentido acabam por não fazer sentido nenhum. É fácil a muitos usar frases feitas como forma de se certificarem que são iguais a todos. E já todos uma vez na vida pensaram, ” Mas porquê isto a mim? Não aguento mais esta dor!”, mas depois leram, ouviram ou descobriram uma frase do género, ” Aproveita a vida, que ela são dois dias e tu já vais no segundo!”. É justo e reconfortante. Cá para mim é apenas uma banalidade, as frases feitas, os “virares d’ página” não são da mesma maneira para mim do que para ti, assumo. Não sou adepto do senso comum, muito menos daquilo que tem que ser para mim, só porquê aconteceu com um bilião e trezentos mil outros.

Assusto-me convictamente quando penso no futuro e nas convicções que tenho para o meu. É muito bonito nascer, crescer, aprender, sonhar e descobrir que mais valia era continuar a sonhar. A vida não é o sorriso que todos nos dizem que é. Somos fruto de uma sociedade que não prepara ninguém para um choque tremendo, ou mesmo para uma auto-capacidade de desenrasque face a situações difíceis. É simples não consigo achar sentido para demasiadas coisas que vejo sucederem a minha volta.

Tenho um vizinho com o qual me dou razoavelmente bem para conhecer um pouco da sua vida, e hoje vejo-o triste e desanimado com o que tem. Desde pequeno que a sua relação com o pai foi fraca, entre altos e baixos apenas sei que desapareceu por completo. Aprendeu a ser filho e pai desde muito cedo, ouvindo e ignorando cada vez que os amigos falavam no tema. Sei que hoje ele está onde está e têm o que têm  graças a si e a sua mãe. Deixo-vos com esta nota: sei que vai ser um óptimo pai e mais do que isso que é um homem com H grande!

No outro dia, fui ao dentista e, também, sendo ele o meu médico de sempre, conhecemo-nos razoavelmente bem. Contava-me então aqui a dias que começava a pensar em emigrar, é certo que a idade da juventude já lá ia a algum tempo, mas nunca é tarde para procurar-mos a felicidade noutro local ou de outra forma. Aconselhei-o apenas, não lhe disse faz, ou não faz, essa decisão compete-lhe a ele. O meu apoio é incondicional sabe-o ele, da mesma forma que também eu sei que vá ele para onde for vai continuar a ser o meu dentista.

De entre tudo aquilo que nos últimos tempos me têm sumptuosamente agredido a mente, confesso que o caso que mais inquietude me têm causado é o do meu melhor amigo. Não por me ser uma pessoa muito próxima, mas porque não encontro já conforto que lhe possa dar. Sinto-o triste e desmotivado, sinto que ele têm tanto para dar e para ser aproveitado que me faz confusão como é que a sorte não lhe sorri. Observei nos últimos tempos demasiadas situações injustas, onde a culpa acabou por lhe cair em cima como uma bomba, onde a verdade foi deturpada e jamais os criminosos serão culpados. Gostava hoje de o ajudar, mas pouco lhe posso oferecer. No capítulo do amor acredito que ninguém deve julgar a atitude do coração, mesmo que ela já seja podre e pobre.  Sei que está apaixonado, mas está sozinho e menosprezado nessa paixão.

Voltando ao que me inquieta. “A vida está difícil.” é uma frase que tenho repetido várias vezes nos últimos tempos. O dinheiro não abunda, a sorte também não, o amor vive-se sozinho. As vezes sei que todos têm fazes assim nas suas vidas, mas nós não podemos acreditar que só porque os outros tiveram nós também vamos ter. Arranjem um plano B, tenham sempre um plano B.

Há coisas dos diabos, mas há coisas em que o diabo não pôs a mão e por isso…

Não se deixem magoar, não se magoem, não aceitem só porque sim, questionem, não alimentem esperanças que depois caem em vão, não desiludam e não se iludam, não olhem em frente sem terem olhado antes pelo retrovisor, não sejam pessimistas, sejam realistas, não assumam um não mas um sim como uma resposta sempre garantida, não mintam, não enganem, não se aproveitem, não façam o que não querem, não esqueçam o que fizeram, não alimentem para deixar morrer, não desistam, não falhem, não deixem a meio, não deixem por dizer.

Façam o que vos fizerem, aconteça o que vos acontecer, sejam apenas Melhores. ‘

Desejos (Haraquiri).

Escuta-me.

Não são desejos, são só metas a atingir.

Os desejos são meras expressões daquilo que sentimos, daquilo que nos causa incómodo interior.

Seja para o bom ou para o mau!

Seja para o positivo e para o negativo.

Seja para o que quisermos.

A cada 365 dias renovamos votos de esperança, de necessidades e de vontades. Esquece-mo-nos , por vezes, que pedir só e somente não basta, é preciso pedir e acreditar, acreditar e conseguir.

Mas, às vezes nem com desejos lá chegamos.  Simplesmente o futuro jamais irá reconhecer o lugar do passado,  e não é por não querer ou não gostar, e não é por não conseguir pedir ou não conseguir acreditar.

É porque o coração não deixa…

(Não deixa de amar…)

Pergunto-me porque é que só nesta data, neste dia é que nos dedicamos a fazer um “balanço” do ano? E se fazemos um balanço no final será que no inicio traçamos metas, as tais a que chamam de desejos?

Comete-mos é um grave erro.

Lamentamos quase sempre o ano que passou e nunca assumimos uma postura positiva em relação ao próximo. Há que dizer sem rodeios, “Vai ser o melhor ano de Sempre”. Chama-se dar um passo de gigante em relação ao sucesso.

É fácil sonhar, é difícil conseguir, mas basta acreditar.

E existem Duas mil e onze razões para acreditar neste ano como o melhor de sempre.

A mudança está a chegar e a beleza acompanha-a. O sofrimento está a ir embora e a dor persegue-o. A vida está mais difícil a coragem é maior. Os dias são mais curtos, as noites são mais longas. Os pesadelos são menos, os sonhos são mais. Os amigos estão lá, os inimigos não estão. A gordura é pouca a formosura é muita. Os planos são muitos e a vontade ainda mais.

Ontem pedi um desejo, vou fazer tudo o que for possível para atingir aquilo a que me propus.

….

02:43

Caiu-me tudo no chão.

Um choque.

Nunca pensei.

Nunca esperei.

Façam o favor de serem felizes, sem medos e receios.